quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
Fragmentos...O Lobo da Estepe - Hermann Hesse
“...como admirava, então, aquelas enevoadas tardes de outono ou de inverno! Como respirava, ansioso e embevecido, a sensação de isolamento e melancolia, quando, noite adentro, enrolado em meu capote, atravessava as chuvas e tempestades de uma natureza hostil e revoltada, e caminhava errante, pois naquele tempo já era só, mas ia repleto de profunda satisfação e de versos, que mais tarde escrevia, em meu quarto, à luz de uma vela, sentado à beira da cama.”
“Como não haveria de ser eu um Lobo da Estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! (...) E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou louco.
Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes – aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.”
“...nada daquilo era para mim, tudo aquilo era para os normais, as pessoas comuns.”
Fonte: Blog Gustavo Ca
“Como não haveria de ser eu um Lobo da Estepe e um mísero eremita em meio a um mundo cujos objetivos não compartilho, cuja alegria não me diz respeito! (...) E, de fato, se o mundo tem razão, se essa música dos cafés, essas diversões em massa e esses tipos americanizados que se satisfazem com tão pouco têm razão, então estou louco.
Sou, na verdade, o Lobo da Estepe, como me digo tantas vezes – aquele animal extraviado que não encontra abrigo nem alegria nem alimento num mundo que lhe é estranho e incompreensível.”
“...nada daquilo era para mim, tudo aquilo era para os normais, as pessoas comuns.”
Fonte: Blog Gustavo Ca
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Além-Tédio
Nada me expira já, nada me vive -
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.
Como eu quisera, emfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.
Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.
Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A propria maravilha tinha côr!
Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tedio.
E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...
Mário de Sá-Carneiro
Nem a tristeza nem as horas belas.
De as não ter e de nunca vir a tê-las,
Fartam-me até as coisas que não tive.
Como eu quisera, emfim de alma esquecida,
Dormir em paz num leito de hospital...
Cansei dentro de mim, cansei a vida
De tanto a divagar em luz irreal.
Outrora imaginei escalar os céus
À força de ambição e nostalgia,
E doente-de-Novo, fui-me Deus
No grande rastro fulvo que me ardia.
Parti. Mas logo regressei à dor,
Pois tudo me ruiu... Tudo era igual:
A quimera, cingida, era real,
A propria maravilha tinha côr!
Ecoando-me em silêncio, a noite escura
Baixou-me assim na queda sem remédio;
Eu próprio me traguei na profundura,
Me sequei todo, endureci de tedio.
E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes, mais esguios...
Mário de Sá-Carneiro
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Solidão
Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo. Isto é carência.
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar. Isto é saudade.
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes, para realinhar os pensamentos. Isto é equilíbrio.
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente para que revejamos a nossa vida. Isto é um princípio da natureza.
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado. Isto é circunstância.
Solidão é muito mais do que isto.
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos e procuramos em vão pela nossa alma.
Francisco Buarque de Holanda
Créditos: Leonardo(Amigos do Freud)
domingo, 8 de agosto de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Loucura!
O estado mais complexo, confuso e divertido da vida, juntam-se ilusões e fantasias
e se esquece da realidade, de tudo que é racional e explicável.
Na loucura, palavras não fazem sentido, aliás nada faz sentido.
Tudo se perde, inclusive os sapatos.
Há um mistura de tudo que um dia foi verdade, mentira ,especulação.
Ali não existe regras, vergonha, verdade,disciplina...caráter
Dizem as cartas de tarô, o louco é o número zero
aquele que significa tudo e nada, o nulo.
Pode-se imaginar finalmente que o mundo vive neste estado
pois, a cada momento que se passa, explições já não valem
a racionalidade( se é que algum dia existiu) se tornou irracional
...e por fim nada mais faz sentido.
Será que sempre fomos loucos?!
quinta-feira, 13 de maio de 2010
E viva a inconstâcia!
Como é complicado tentar definir uma vida que a cada momento, se torna outra.
As mudanças chegam a cada segundo, silenciosas mais firmes, firmes somente por um segundo...depois fogem para dar lugar às outras...assim me vejo no direito de ser alguém diferente a cada instante, de mudar de ideia quando preferir, de escolher algo e de repente mudar de ideia , de amar e odiar ao mesmo tempo e até mesmo de tornar mentiras em verdades absolutas e verdades em mentiras absolutas...enfim sei que não sou um ser estático, não fui, sou uma a cada momento!
domingo, 2 de maio de 2010
Um trechinho....
Dispersão
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto.
É com saudades de mim.
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar,
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem. .
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que protejo:
Se me olho a um espelho, erro
Não me acho no que projeto.
Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha dentro de mim.
Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
Eu nunca vi... mas recordo
(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que sonhei!... )
E sinto que a minha morte —
Minha dispersão total —
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço ...
Mario de Sá Carneiro
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto.
É com saudades de mim.
Passei pela minha vida
Um astro doido a sonhar,
Na ânsia de ultrapassar,
Nem dei pela minha vida...
Para mim é sempre ontem,
Não tenho amanhã nem hoje:
O tempo que aos outros foge
Cai sobre mim feito ontem. .
Como se chora um amante,
Assim me choro a mim mesmo:
Eu fui amante inconstante
Que se traiu a si mesmo.
Não sinto o espaço que encerro
Nem as linhas que protejo:
Se me olho a um espelho, erro
Não me acho no que projeto.
Regresso dentro de mim
Mas nada me fala, nada!
Tenho a alma amortalhada,
Sequinha dentro de mim.
Não perdi a minha alma,
Fiquei com ela, perdida.
Assim eu choro, da vida,
Eu nunca vi... mas recordo
(As minhas grandes saudades
São do que nunca enlacei.
Ai, como eu tenho saudades
Dos sonhos que sonhei!... )
E sinto que a minha morte —
Minha dispersão total —
Existe lá longe, ao norte,
Numa grande capital.
Perdi a morte e a vida,
E, louco, não enlouqueço...
A hora foge vivida
Eu sigo-a, mas permaneço ...
Mario de Sá Carneiro
quarta-feira, 10 de março de 2010
Fantasia!

Tudo aconteceu quando percebi sua presença, naquele momento você logo se transformou na minha distração predileta. Me pergunto em que instante comecei a gostar de você, Acho que em questão de segundos, eu te olhei, você me olhou... De repente eu estava em outro mundo, saí do meu sonho, entrei na dura realidade, Eu vi você e a cada dia que se passava eu te levava para o meu mundo, mas você não sabia, nunca soube, e eu tinha dúvidas...afinal era tudo fantasia.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Devaneios!
Acho que minhas maneira de expressar se traduz na contradição e na instabilidade que me envolve a cada passo que eu dou diante da vida, minhas escolhas, nem sempre certas, meus valores nem sempre seguidos a risca, me levam a caminhos jamais imaginados e só assim que percebo como é maravilhoso....não saber e simplesmente experimentar, sentir algo novo, errar, enfim hoje só quero a perfeição imperfeita.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Em Busca do Novo?

Tudo tem estado estranho ultimamente, desde que pisei o pé nesse novo ano.Assim tudo têm se modificado rapidamente, eu me sinto outra pessoa, sinto que dessa vez eu mudei.
Situações novas, aliás o novo tomou conta de mim, tão depressa que estou tremendamente assustada e por que não dizer deseperada.
Será que isso é viver? No momento tudo tem estado tão desconcertante e intenso, quero gritar, chorar, rir, mas principalmente gritar.
Não sei o que sinto...não sei.
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