"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não
sei sentir em doses homeopáticas. Não me importa o que é de verdade ou o que é
mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer
crêr que é para sempre mesmo quando eu digo convicto que nada é para
sempre."
e ainda...
"Coragem de amar e desamar, coragem de morrer e
desmorrer, coragem da cólera, da tristeza -ô Deus - até nos enterros, as
pessoas tão contidas, tão exemplares. Se controlando pra não chorar alto,
porque se o choro fica forte já vem alguém com a pílula, a injeção, o
analista".
e por fim..
"Vou escrevendo e mais adiante vou descobrir (ou não)
como funciona essa tal de estrutura que deve ser assim como o próprio ser
humano, indefinível, inacessível.
E incontrolável."
E incontrolável."
Fonte: Escritores maravilhosos, Gabriel García Marques e Lygia Fagundes Telles