terça-feira, 17 de dezembro de 2013
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Desistir!?
(...)Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizemos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito, (...).Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo abaixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio e paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.
M.R.P
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
...
É isto. Eu aqui tenho ido um pouco aos trancos. As vezes duvidando um pouco do acerto das opções que foram sendo feitas nos últimos anos, quando me dou por conta nesta cidade quase sempre árida, sem nenhum amor, sem paz. Um ceticismo, umas durezas que eu não tinha antes. Deixa pra lá
Ando muito só, um tanto assustada, e com a esquisita sensação de que tudo acabou. Ou pelo menos está se transformando — e radicalmente — em outra coisa. E tão vago, não sei sequer dizer do que se trata. Difícil arrancar uma certa lucidez disso tudo. Mas sinto que o coração se depura um pouco mais, em cada porrada. Meu olho compreende cada vez mais.
CF
Ando muito só, um tanto assustada, e com a esquisita sensação de que tudo acabou. Ou pelo menos está se transformando — e radicalmente — em outra coisa. E tão vago, não sei sequer dizer do que se trata. Difícil arrancar uma certa lucidez disso tudo. Mas sinto que o coração se depura um pouco mais, em cada porrada. Meu olho compreende cada vez mais.
CF
terça-feira, 1 de outubro de 2013
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Não engane!
Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções. No fim das contas...eu não deixo ninguém pra trás. É que algumas pessoas me perdem um pouco a cada dia e nem percebem. E por esta razão ultimamente não estou esperando coisas boas, e nem ruins, de nada e nem de ninguém. Por mim, tanto faz, cansei de criar falsas expectativas. Dessa vez não haverá mais consideração por ninguém, só por mim, não entendo como alguém se prende tanto no passado e não consegue viver e se entregar ao presente. Tenho orgulho de dizer que uma coisa que eu nunca fui, foi covarde, me entrego, não tenho vergonha de mostrar meus sentimentos de me assumir de dizer o que quero ou não, odeio essa coisa de ficar em cima do muro, acho pobre inferiorizante... Se sou impulsiva? Muito, digo na lata sem dó o que me incomoda o que me fere, digo logo e já, mesmo que doa em mim, mesmo que doa em outro, pois me diz para que fingir, fingir que gosta, mentir que quer, dizer que não vai fazer, dizer que esqueceu o passado, dizer que superou uma história que não se resolveu e que ecoa a cada instante?! Isso só leva a mau entendidos, sofrimentos desnecessários, isso sim é magoar alguém de verdade! Se não consegue se entregar... diga, mesmo que doa, que seja difícil porque gostar de alguém é fácil, amar é mais complexo. Se não consegue deixar pra traz o amor antigo, volte para ele, e rompa com o novo amor...dói mais traz menos sofrimento. Por favor não engane, não ajude a semear ilusões desnecessárias, mesmo que faça alguém que queira estar com você sofrer, não engane, não ajude a pessoa acreditar que está tendo uma história , enquanto na realidade a história não é dela,sobre sentimentos diga a verdade... se quer mesmo, se esta disposto a aceitar alguém com seus defeitos e qualidades e por favor se entregue, saia do muro e decida. Eu nunca me arrependi de escolher, sempre estou do meu lado, tento não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem comigo...Estou satisfeita com as minhas escolhas...vou atras do que eu quero, de quem eu quero ficar perto, mas claro sempre há um limite nisso.confesso que existem algumas vezes que deixei passar um pouco desse limite, mas a vida mais cedo ou mais tarde faz você rejeitar o que te faz mal. Sei que as coisas não são fáceis, mas que a gente complica juntando ilusões e enganos, tornando tudo mais difícil....acredito que o segredo seja encarar sempre a realidade e parar inventar coisas que não existem por medo de sofrer, com essa falsa segurança de se proteger!
Jac
domingo, 4 de agosto de 2013
sábado, 20 de julho de 2013
E assim é a vida!
Nos misturamos confusos, sem nos olhar nos olhos. Evitamos nos encarar — por que sentimos vergonha ou piedade ou uma compreensão sangrenta do que somos e do que tudo é? —, mas, quando os olhos de um esbarram nos olhos do outro, são de criança assustada esses olhos. Cão batido, rabo entre as pernas.
Culpa de ninguém, só da vida. Mas barra não é qualquer um que segura, certo?
Sim, repetiu outra vez, e já não doía, nada mais doía.
Sou terrivelmente instável e entender as minhas reações é coisa que às vezes nem eu mesmo consigo.
Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou.
Não queria, desde o começo… eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido — e seria preciso re-estruturar verdades, seria preciso ir construindo tudo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder. Mas no meio da fuga, você aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou. Mas o dilaceramento foi só meu, como só meu foi o desespero.
Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram.
Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada…
Eu te amo, mas também me canso.
Culpa de ninguém, só da vida. Mas barra não é qualquer um que segura, certo?
Sim, repetiu outra vez, e já não doía, nada mais doía.
Sou terrivelmente instável e entender as minhas reações é coisa que às vezes nem eu mesmo consigo.
Te vejo perdendo-se todos os dias entre essas coisas vivas onde não estou.
Não queria, desde o começo… eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido — e seria preciso re-estruturar verdades, seria preciso ir construindo tudo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder. Mas no meio da fuga, você aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou. Mas o dilaceramento foi só meu, como só meu foi o desespero.
Somos inocentes em pensar, que sentimentos são coisas passíveis de serem controladas. Eles simplesmente vêm e vão, não batem na porta, não pedem licença. Invadem, machucam, alegram.
Chegue bem perto de mim. Me olhe, me toque, me diga qualquer coisa. Ou não diga nada, mas chegue mais perto. Não seja idiota, não deixe isso se perder, virar poeira, virar nada…
Eu te amo, mas também me canso.
C.F
quarta-feira, 26 de junho de 2013
Sinto...
Confusões...cansaço, não sei como me fazer entender e muito menos como explicar o que sinto hoje. Sinto que deixei algo passar, muitas vezes falta-me empoderamento da minha própria vida!
Tudo com o que eu me importo, ME IMPORTA MUITO. Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome. Toda. Por inteiro. Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida.
Tudo com o que eu me importo, ME IMPORTA MUITO. Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome. Toda. Por inteiro. Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Só sei que é isso...
“A prova de que estou recuperando a saúde mental, é que estou cada minuto mais permissiva: eu me permito mais liberdade e mais experiências. E aceito o acaso. Anseio pelo que ainda não experimentei. Maior espaço psíquico. Estou felizmente mais doida.”
Clarice Lispector
Clarice Lispector
terça-feira, 23 de abril de 2013
E hj...
"Não sinto nada mais ou menos, ou eu gosto ou não gosto. Não
sei sentir em doses homeopáticas. Não me importa o que é de verdade ou o que é
mentira, mas tem que me convencer, extrair o máximo do meu prazer e me fazer
crêr que é para sempre mesmo quando eu digo convicto que nada é para
sempre."
e ainda...
"Coragem de amar e desamar, coragem de morrer e
desmorrer, coragem da cólera, da tristeza -ô Deus - até nos enterros, as
pessoas tão contidas, tão exemplares. Se controlando pra não chorar alto,
porque se o choro fica forte já vem alguém com a pílula, a injeção, o
analista".
e por fim..
"Vou escrevendo e mais adiante vou descobrir (ou não)
como funciona essa tal de estrutura que deve ser assim como o próprio ser
humano, indefinível, inacessível.
E incontrolável."
E incontrolável."
Fonte: Escritores maravilhosos, Gabriel García Marques e Lygia Fagundes Telles
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Contemplação
Não acuso. Nem perdôo.
Nada sei. De nada.
Contemplo.
Quando os homens apareceram
eu não estava presente.
Eu não estava presente,
quando a terra se desprendeu do
sol.
Eu não estava presente,
quando o sol apareceu no céu.
E antes de haver o céu,
EU NÃO ESTAVA PRESENTE.
Como hei de acusar ou perdoar?
Nada sei.
Contemplo.
Parece que às vezes me falam.
Mas também não tenho certeza.
Quem me deseja ouvir, nestas
paragens
onde somos todos estrangeiros?
Também não sei com segurança,
muitas vezes,
da oferta que vai comigo, e em que
resulta,
pois o mundo é mágico!
Tocou-se o Lírio e apareceu um
Cavalo Selvagem.
E um anel no dedo pode fazer
desabar da lua um temporal.
Já vês que me enterneço e me
assusto,
entre as secretas maravilhas.
E não posso medir todos os ângulos
do meu gesto.
Noites e noites, estudei
devotamente
nossos mitos, e sua geometria.
Por mais que me procure, antes de
tudo ser feito,
eu era amor. Só isso encontro.
Caminho, navego, vôo,
- sempre amor.
Rio desviado, seta exilada, onda
soprada ao contrário,
- mas semore o mesmo resultado:
direção e êxtase.
À beira dos teus olhos,
por acaso detendo-me,
que acontecimentos serão
produzidos
em mim e em ti?
Não há resposta.
Sabem-se os nascimentos
quando já foram sofridos.
Tão pouco somos, - e tanto
causamos,
com tão longos ecos!
Nossas viagens têm cargas ocultas,
de desconhecidos vínculos.
Entre o desejo do itinerário, uma
lei que nos leva
age invisível e abriga
mais que o itinerário e o desejo.
Que te direi, se me interrogas?
As nuvens falam?
Não. As nuvens tocam-se, passam,
desmancham-se.
Às vezes, pensa-se que demoram,
parece que estão paradas...
Confundiram-se.
E até se julga que dentro delas
andam estrelas e planetas.
Oh, aparência...Pode talvez andar
um tonto pássaro perdido.
Voz sem pouso, no tempo surdo.
Não acuso nem perdôo.
Que faremos, errantes entre as
invenções dos deuses?
Eu não estava presente, quando formaram
Eu não estava presente, quando formaram
a voz tão frágil dos pássaros.
Quando as nuvens começaram a
existir,
qual de nós estava presente?Cecília Meireles
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
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