sábado, 15 de janeiro de 2011

Leve!

                                              
                                                  
Leve,leve, muito leve,
Um vento muito leve passa
E vai-se, sempre muito leve
E eu não sei o que penso
Nem procuro sabê-lo.

Fernando Pessoa... "Alberto caeiro"

domingo, 2 de janeiro de 2011

A Insustentável Leveza do Ser

"Os amores são como impérios:desaparecendo a idéia sobre a qual foram construídos, morrem junto com ela."

"Mesmo nossa própria dor não é tão pesada como a dor co-sentida com outro, pelo outro, no lugar do outro, multiplicada pela imaginação, prolongada em centenas de ecos"
"Sentiu um peso, mas não era o peso do fardo e sim da insustentável leveza do ser"

"O mito do eterno retorno nos diz por antecipação que nós só vivemos uma vez, e sem repetições, portanto, nunca poderemos comparar uma situação com outra."

"Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida, já é a própria vida."
"A vida humana acontece só uma vez, e não poderemos jamais verificar qual seria a boa ou a má decisão, porque, em todas as situações, só podemos decidir uma vez. Não nos são dadas uma primeira, segunda, terceira ou quarta chance para que possamos comparar decisões diferentes"
"Mas era justamente o fraco que devia ser forte e partir quando o forte fosse fraco demais para poder ofender o fraco."
"Nunca se poderá determinar com certeza em que medida nosso relacionamento com o outro é o resultado de nossos sentimentos, de nosso amor, de nosso não-amor, de nossa complacência, ou de nosso ódio, e em que medida ele é determinado de saída pelas relações de força entre os indivíduos. A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda a pureza, com toda a liberdade, em relação àqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade ( o mais radical, num nível tão profundo que escapa a nosso olhar) são as relações com aqueles que estão à nossa mercê: os animais. É aí que se produz o maior desvio do homem, derrota fundamental da qual decorrem todas as outras." 
 
Trechos da maravilhosa obra de Milan Kundera.