Tentando sentir alguma coisa, na verdade eu sinto, sinto tão profundamente que não sei explicar e definir o que realmente sinto, sei que parece pretensão, mas é como se eu soubesse o que os outros sentem, como se eu soubesse como é a vida de todo mundo. Nunca esqueço coisas que as pessoas esquecem com facilidade, eu me lembro de tudo, de cada gesto, de cada atitude, nada me escapa, nada.
Fico me perguntando o que será que vai acontecer comigo, eu tive tanto sonhos e eu achei que nessa idade que eu estou hoje esses sonhos já teriam se realizado, eu realmente achava que tudo tem sua hora, agora não acredito mais e cada vez eu vejo que quem faz a hora é você mesmo, acho que destino não existe e muito menos milagres, embora às vezes essa idéia me pega de tal forma que acredito nela inteiramente. Eu realmente não sei o que vai ser de mim, mas hoje isso não me preocupa tanto, hoje não sinto nada, não tenho previsão de nada, nenhuma expectativa, nenhuma esperança, nada... Viva o nada!!
Não é pessimismo, não é otimismo e não é realismo, é quase uma inexistência, mas isso não é negativo de forma alguma, na verdade eu gosto de me sentir assim, porque assim não estou preocupada com nada, só estou vivendo, sendo quem eu sou, sentindo a realidade e vivendo-a do jeito que ela é, e principalmente não desejo nada. O desejo de ser, de ter, que faz com que eu crie milhões de expectativas sobre todas as coisas que acontecem comigo, sobre as pessoas, e isso me deixa preocupada, insegura, estressada, boba... Isso que sempre me sabota. Xeque mate!
Qual seria a medida do desejo? Qual seria maneira certa de desejar?
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